Cartas do tarô: qual o significado básico das principais

Publicado: 29/02/2020

Saiba mais sobre o tarot, veja seus mitos, seu funcionamento e descubra quais as principais cartas e o que elas significam.

Quando uma pessoa que não é familiarizada com as cartas do tarô tem seu primeiro contato, uma de suas primeiras perguntas é: “Como as cartas do tarô funcionam?”. A resposta para essa pergunta pode variar de acordo com quem está perguntando e como este se conecta com as cartas do tarô. O tarô é uma ferramenta e, assim como acontece com os outros tipos de ferramentas, a maneira de utilizá-lo vai depender da pessoa. 

Se você não entende muito sobre cartas do tarô, mas quer conhecer mais sobre o assunto, nós podemos ajudar. Descubra agora o que você precisa saber sobre o tarô.

O que são as cartas do tarô?

O tarô é um jogo de cartas composto por um baralho com 78 cartas, com vinte e um trunfos, um Curinga e quatro conjuntos de naipes com quatorze cartas cada (dez cartas numeradas e quatro figuras). Cada carta é denominada de arcano (palavra que significa "mistérios ou segredos a serem desvendados"): os trunfos e o Curinga são arcanos maiores; as cartas de naipe são arcanos menores.

História das cartas do tarô

As cartas de tarô surgiram em meados dos séculos XV e XVI, no norte da Itália. Elas foram criadas para um jogo que tem o mesmo nome, jogado por nobres e senhores pertencentes às casas mais tradicionais da Europa continental. Desde o século XVIII, as cartas do tarô são utilizadas para prever o futuro. Já no fim do século XIX, elas passaram a integrar o esoterismo moderno, junto à astrologia e à alquimia medieval. A Federação Francesa de Tarot foi responsável por publicar as regras oficiais do jogo.

Na Europa, utiliza-se muito as cartas de tarô em jogos de cartas, como o Tarô francês e o Tarocchini italiano. Já em países lusófonos, as cartas de tarô têm um fim principalmente divinatório. Esses significados divinatórios derivam, principalmente, da alquimia medieval e da Cabala, uma vertente mística do judaísmo.

Atualmente, as cartas de tarô são um instrumento utilizado em diversas áreas, sendo, até mesmo, um instrumento de estudo da Psicologia. O importante psicólogo do século XX, Carl Gustav Jung, falou sobre Arquétipo (imagens arcaicas). Trata-se de imagens da memória coletiva ancestral dentro do inconsciente que podem ser ativadas por determinado símbolo, trazendo à tona a carga emocional que a imagem possui. Assim, também podemos entender as cartas do tarô como ilustrações dos anseios que a alma do ser humano tem.

Tarô de Marselha

O tarô de Marselha é conhecido ao redor de todo o mundo. Ele é um dos baralhos mais antigos que é usado ainda hoje. Embora não tenhamos provas de que esse baralho existe antes do século XIV, acredita-se que o tarô de Marselha tenha nascido no norte da Itália. Posteriormente, foi introduzido na França, onde passou a ser comercializado como um instrumento lúdico.

As imagens do tarô de Marselha são medievais e suas cores primárias, devido aos recursos gráficos da época.

O tarô de Marselha é um baralho clássico, estrutural e conceitual, do qual deriva a maioria dos baralhos de tarô lançados desde o século XVIII. 

Além do tarô de Marselha, também destacam-se o tarô Rider-Waite, o tarô de Thoth e o tarô mitológico. O modelo de tarô a ser escolhido vai depender de quem o interpreta.

Significado das cartas do tarô

Como dito acima, as cartas do tarô compõem um baralho de 78 cartas, diferente do baralho comum que tem 52 cartas. Cada carta do tarô tem seu significado, simbolismo próprio e história pessoal. Isso porque, a criação e elaboração de cada uma das cartas passou por diversas fases de transformação, seguindo, geralmente, os preceitos vigentes à época. O tarô, de certa forma, representava o processo sociocultural e religioso em determinados períodos.

Costumeiramente as cartas do tarô são divididas em 22 arcanos maiores e 56 arcanos menores. Mas também podemos considerar as 16 cartas da corte como intermediárias entre os arcanos maiores e os arcanos menores. Isso porque elas também podem representar, além de determinadas situações, a personalidade das pessoas de acordo as situações que vivem, mesmo quando um característica entre os 16 tipos de personas tem mais influência. Mas isso, claramente, vai variar de pessoa para pessoa. 

As 16 personas são mescladas conforme os elementos da natureza: terra, água, ar e fogo para formar as tendências naturais de nossa percepção e instintos. Essas combinações criam um equilíbrio dinâmico. No entanto, se não são trabalhadas no quesito psíquico-emocional, podem acabar se mantendo constantemente em conflito. 

Assim, uma outra classificação das cartas de tarô também pode ser: 22 arcanos maiores mais 40 arcanos menores e 16 cartas da corte, em vez de 56 arcanos menores. 

Mesmo pertencendo aos arcanos menores, os quatro ases são as raízes dos elementos citados. Eles são o fundamento e a origem dos elementos distribuídos nas dez cartas de cada naipe.

Os arcanos menores representam nossos desafios diários, os quais enfrentamos ao longo da vida. Já os arcanos maiores representam o processo cadenciado que o destino tem. O destino nos leva a realizar e percorrer nosso caminho que, ao mesmo tempo, também é feito por nossas escolhas (cujo efeito podemos perceber nas diversas possibilidades que estão representadas nos arcanos menores).

Como as cartas do tarô funcionam?

As cartas do tarô não são apenas pedaços de papel, mas tratam-se de um guia para nossas vidas. Afinal, elas são capazes de oferecer parâmetros para uma vida mais coerente.

Devido à falta de interesse que a maioria de nós apresenta, acabamos não vasculhando nossos medos e inseguranças, que podem nos assolar por dias, meses, anos, décadas ou, até mesmo, ao longo de uma vida inteira. Vasculhar nossos sentimentos profundos é importante para que possamos ter mais qualidade de vida, tanto psíquica como emocional.

As cartas do tarô ajudam a espelhar esses problemas e, assim, torná-los exteriores para que consigamos trabalhar intensivamente em nossos estados indesejáveis.

Daí vem a expressão “o tarô é o espelho da alma”. Esse é um importante fator que todos, incluindo leigos, praticantes iniciantes e avançados, deveriam saber usufruir da melhor maneira possível.

Em resumo, as cartas do tarô nos auxiliam a explorar nossas vias internas por meio dos seus símbolos e a percepção deles. É como se fosse um autorretrato de nós mesmos, só que bem mais cristalino, diferenciando o que imaginamos do que realmente somos.

E por falar na função terapêutica das cartas do tarô, esse pingente de quartzo rosa, uma das principais pedras para a terapia emocional, também pode te ajudar, transmitindo calma e removendo a negatividade.

Por isso, as cartas do tarô podem ser uma poderosa ferramenta para quem está em busca do autodesenvolvimento. Porém, isso só acontece quando tratamos as cartas de maneira isenta e nos abrimos à novas perspectivas, sabendo que as cartas do tarô são capazes de nos trazer revelações não apenas de forma intuitiva, mas também pela experimentação dos significados. Não se trata apenas de abrir um jogo e interpretá-lo. É muito mais do que isso. As cartas de tarô fazem um trabalho interno que cada praticante ou consulente pode usufruir e usar para ajudar as pessoas que estão em busca de parâmetros e de uma vida mais saudável em todos os sentidos. 

Por isso, é necessário livrar-se de qualquer preconceito antes de entrar em contato com as cartas do tarô.

Cinco mitos sobre as cartas do tarô

Conheça os cinco mitos mais conhecidos sobre o tarô - dos quais você deve ficar bem distante.

Mito 1: Existem cartas negativas que representam o mal

Cartas como A Morte, A Torre, O Diabo e O Pendurado podem assustar muita gente, pois eles sempre pensam que essas cartas indicam que algo muito ruim está para acontecer. No entanto, mesmo que a carta tenha um significado próprio, sempre haverão diversas interpretações em uma leitura.

Mito 2: Existem naipes bons e naipes ruins

Há quatro naipes que formam os arcanos menores: copas, espadas, ouros e paus. Tais naipes estão associados aos quatro elementos do esoterismo ocidental:

Paus: simbolizado pelo elemento fogo; está relacionado à harmonia, espiritualidade, força, calor humano e motivação;

Copas: simbolizado pelo elemento água; está relacionado aos sentimentos e emoções;

Espadas: simbolizado pelo elemento ar; está relacionado à comunicação e intenções;

Ouros: simbolizado pelo elemento terra; está relacionado às coisas materiais e sólidas que temos na vida.

É importante saber que alguns naipes podem acelerar ou retardar o resultado de uma situação. Por isso, cada naipe precisa ser analisado cuidadosamente e interpretado conforme o contexto geral do jogo.

Mito 3: Jogar tarô pela internet é diferente de jogar pessoalmente

Muitos costumam pensar que os jogos de tarô pela internet não têm a mesma credibilidade que os jogos feitos pessoalmente. No entanto, seja virtual ou pessoalmente, as cartas funcionam da mesma maneira.

Muitos argumentam que não funciona da mesma forma porque os jogos feitos pela internet não possuem a mesma energia, visto que o cliente não pode tocar nas cartas do tarô. Contudo, a verdade é que a energia está presente em todos os lugares. 

O principal conteúdo do tarô são as informações que as cartas trazem. Assim, a energia das informações que você precisa receber vão chegar até você de alguma forma.

Mito 4: É possível fazer outro jogo de tarô caso não tenha gostado do resultado

São bastante comuns os casos nos quais as pessoas não gostam da mensagem apresentada pelas cartas. Outras também pensam que não se concentraram o suficiente na hora do jogo e que, por isso, deveriam tirar novas cartas. Porém, o tarô analisa e mostra sua vida real e não aquilo que você deseja.

Por isso, mesmo que os resultados não sejam os esperados, é preciso aceitar os arcanos que saíram e refletir sobre o que a mensagem significa. Os resultados insatisfatórios podem te salvar de más circunstâncias que acontecem por expectativas equivocadas, além de ser uma maneira de te preparar para o que está por vir.

Mito 5: É possível fazer um jogo de tarô no lugar de outra pessoa

Terceiros não podem fazer o jogo para outra pessoa. Essa, na realidade, é uma armadilha perigosa e não é nem um pouco aconselhável. Esse oráculo oferece informações muito pessoais sobre quem o consulta - e esse alguém é quem está emanando energia para as cartas. Por isso, não é possível emanar uma energia e receber resultados de outra energia.

Como posso usar cartas do tarô?

Existem diversas formas de jogar as cartas do tarô. Você pode optar pelo lado do autodesenvolvimento, para questões da carreira e do trabalho, terapeuticamente (ao trabalhar seu psíquico-emocional), para técnicas de meditação etc.

Para potencializar o momento da meditação, você pode usar a almofada de meditação Zaful, disponível em nosso site.

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